quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cadê o frio?

Na última sexta-feira tive que embarcar para Porto Alegre. Pensei que fosse chegar em POA e encarar um típico inverno do sul do Brasil, com temperaturas baixas, aquele frio tenso e tudo mais, porém me enganei profundamente. Uma das últimas coisas que passei por lá foi frio. Acho que, como disse o gerente do hotel, levei o calor do Rio para os porto-alengreses.

Vou tentar resumir tudo. No primeiro dia, assim que cheguei ao aeroporto Salgado Filho, às 8h15, a temperatura era de 4°C. Frio! Mas logo começou a subir e por volta de 12h já marcava 19°C, ou seja, super tranquilo para qualquer pessoa. Durante a tarde a temperatura ficou variando um pouco, mas nada preocupante. Consegui andar para todos os cantos sem casaco e sem passar frio. Só a noite que a temperatura caiu um pouco e o termômetro registrou 8°C, ainda aceitável.

No domingo consegui um horário para fugir até Gramado, na Serra Gaúcha. Achei que fosse chegar lá com uma temperatura baixíssima e fui preparado. O recepcionista do hotel disse que lá costuma ser bastante frio e quase sempre chove no final da tarde, além de ventar, o que faz a sensação térmica ficar ainda mais baixa. O que fiz? Peguei dois casacos e fui pra lá. A pergunta é: usei isso tudo? Não!

Gramado é um lugar lindo. Adorei as lojas de chocolate, lógico. Comprei até não poder mais e fiquei preocupado com o retorno e o excesso de bagagem no avião. Não estava a fim de pagar taxa por causa de tanto chocolate, mas acabei resolvendo isso tudo depois.

Ainda em Gramado almocei numa “beiruteria”, coisa que nunca tinha visto por aqui. Havia beirutes de todos os sabores possíveis, de todos os tamanhos possíveis, acompanhado das coisas mais variáveis possíveis. O que mais me chamou atenção foi o beirute de estrogonofe de carneiro com fritas, mas fui mais tradicionalista e pedi um com filet mignon mesmo. Fiquei com medo de encarar alguma coisa diferente e não gostar.

Uma das coisas mais interessantes, pelo menos para mim, foi a Igreja de São Pedro. Ela é toda construída em pedras, tem um estilo arquitetônico diferente: é quadrada. Geralmente as igrejas possuem abóbadas. Algumas possuem arcos imponentes, altos e tal, principalmente quando se trata de uma Igreja Católica construída por volta de 1900. Esta que tanto me encantou é quadrada. O teto dela não tem arcos. Ela é como se fosse uma grande caixa e, além disso, a imagem de Cristo na cruz não é fixada na parede, mas sim pendurada por corrente sobre o altar. Lindíssima!

Ah sim, não posso deixar de falar que passei frio dentro desta Igreja. Me senti dentro de um freezer enquanto fotografava e lia as plaquinhas. Adorei bastante tudo, inclusive o frio. Sensacional!

Segunda-feira, em Porto Alegre, não me senti muito bem. Sabe quando ficamos com aquela sensação de ansiedade descontrolada aparentemente sem um motivo? Então, fiquei assim. Foi bastante ruim. Uma sensação ruim, uma angústia, um nervosismo, minha pulsação ficou descontrolada. Horrível! Acabei desmarcando quase tudo que estava na minha agenda neste dia. Só cumpri o que não tinha jeito pela manhã e depois me enfiei no hotel e passei o dia deitado, dormindo, para ver se melhorava, se essa sensação ia de vez embora.

A noite, quando acordei, estava um pouco melhor, mas mesmo assim ainda meio agitado. Fiquei na internet por um tempão colocando as minhas coisas em ordem, respondendo a alguns e-mails e conversando com alguns amigos. Quando acabou o Programa do Jô fui pra cama de novo, afinal na terça o meu dia ia ser bastante cheio.

Terça foi o tempo inteiro em reuniões, visitando fábricas, vendo como algumas coisas funcionavam, conversando com diversas pessoas, fazendo um monte de coisa chata. Achei que tudo fosse terminar cedo, mas acabou tarde. Bem tarde.

Saí da fábrica já às 18h45 e fui passear por Porto Alegre. Resolvi conhecer o Barra Shopping Sul, uma miniatura do Barra Shopping. Literalmente uma miniatura do irmão mais velho. Eles são parecidos demais em tudo. O piso, as paredes, as grades, as escadas, as lojas e tudo mais. A diferença é o tamanho. O de Porto Alegre não é nem metade do shopping do Rio, mas é o que falei por lá: O Rio tem muito mais gente, é bem maior e exige um shopping grande ou vários. Porto Alegre é menor, tem menos pessoas e não faz sentido algum ter um centro de compras gigantesco. No dia que fui ele estava vazio. Achei vazio. Se ele fosse maior a sensação de vazio ia ficar ainda mais evidente.

Na quarta, meu último dia em terras gaúchas, acordei cedo e me deparei com a notícia de uma queda de um avião pequeno no nordeste. O aeroporto estava um caos, vários voos atrasados por causa disso e tudo mais. Eu mesmo tive que esperar por um tempão até consegui uma posição do meu horário de embarque, tive meu voo desviado para uma escala não programada em Guarulhos-SP, ficamos depois sobrevoando o Rio em círculos até ter uma autorização para pousar no Galeão. Bastante tenso!

O pior foi que quase não passaram informações para a gente do que estava acontecendo. Simplesmente falavam que era problema do tráfego aéreo e nada mais. A gente ia para um lado, ia para o outro, o avião ia para frente, depois virava, depois ia de novo, depois voltava, um inferno! Passei em cima da Barra/Recreio umas três vezes até pousar.

Enfim, de volta ao Rio, ao meu “calor”, a minha cidade. Posso dizer que adorei Porto Alegre. A cidade é ótima. Mas… nada se compara ao Rio de Janeiro, esta Cidade Maravilhosa cheia de encantos mil que é, de fato, o coração do Brasil.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Corpo de menina, na verdade, é de Juan

O corpo encontrado pela polícia semana passada e identificado como sendo de uma menina inicialmente era na verdade do menino Juan, que estava desaparecido. A confirmação se deu hoje a tarde pela Polícia Técnica e Científica do Rio de Janeiro após a realização de exames de DNA. Agora será aberta uma sindicância para saber o que levou ao erro inicial da perita que examinou o corpo quando ele chegou ao IML do Rio.

Ministro dos Transportes pode deixar o cargo ainda hoje

A permanência de Alfredo Nascimento no ministério dos Transportes é praticamente impossível e, segundo afirma o jornalista Flávio Fachel, ele deve sair nas próximas horas. Tudo indica que ele vai pedir demissão, já que a cúpula do PR, partido do ministro, já está reunida com a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, para negociar a saída amigável de Nascimento. Porém a quantidade de denúncias e escândalos está deixando a presidenta Dilma Rousseff bastante irritada e, por conta disso, já dizem que ela pode demitir, sem pena, Alfredo Nascimento a qualquer minuto e deixar de aviso ao PR que eles vão precisar se entender internamente, provar que não estão ligados às denúncias para poder voltar ao governo.

Olhando assim, falando assim, parece que tudo está resolvido, mas a história está só começando. Os escândalos envolvendo o enriquecimento sem explicação, até então, do filho do ministro, o uso do Ministério por ex-mensaleiros para despachar, a contratação de empresas já cartas-marcadas para vencer licitações, etc. foi só mais um dos grandes problemas do início do governo Dilma. Ela precisa agir com muita rapidez para resolver isso tudo antes que caia num grande problema e perca totalmente a governabilidade.

Em sete meses de governo ter problemas com o PT, com o PMDB, com o PR, com o PDT, entre outros partidos da base aliada, gera um grande desgaste para Dilma. Se algo não for feito com muitíssima urgência para tentar resolver isso tudo ela vai ficar presa, vai perder a governabilidade, vai ter que se entregar a vontade dos demais, vai ter que se vender, na verdade, para conseguir se manter e com isso a oposição vai conseguir ganhar espaço, mesmo sendo minoria. Em outras palavras, não adianta nada ser maioria se essa maioria não está agrupada, não está em sintonia. Uma oposição pequena organizada pode ser muito mais funcional que uma maioria aliada fora do eixo. Um grande problema! Rápido Dilma, rápido!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Explosão de bueiro em Copacabana não foi confirmada pela Light

A concessionária de energia do Rio de Janeiro, a Light, informou que não houve explosões ou incêndio nas suas estações subterrâneas de Copacabana, como foi informado mais cedo pelo jornal O Globo. Segundo a empresa alguns moradores acionaram o atendimento de emergência para avisar que estava saindo fumaça de uma das câmaras. Os bombeiros e os técnicos da Light foram para o local, mas não constataram, por enquanto, grandes problemas. Ela ainda informou que vai manter o monitoramento a esta estação para evitar algum problema já que ontem quatro bueiros explodiram no Centro interditando a Rua da Assembleia. No acidente de ontem três pessoas ficaram levemente feridas.

Correndo contra o tempo

Está chegando o dia da minha viagem. Espero que não haja problemas com fumaça de vulcão ou névoa. Não quero ficar preso no aeroporto. Também gostaria que não fizesse tanto frio em Porto Alegre nos dias que eu estiver por lá, mesmo achando que isso é quase impossível de não acontecer tendo em vista o histórico da temperatura dos últimos dias. Se continuar assim vou congelar em terras gaúchas no próximo fim de semana.

Pois bem, mas antes de embarcar tenho muitas coisas para fazer. Ainda hoje, por exemplo, preciso colocar em ordem tudo do curso. São 3 lições e mais umas 6 transcrições, o que não vai ser nada rápido. Odeio, do fundo do meu coração, fazer isso. Nunca fui bom nisso, sempre me perdia, sempre me enrolava e me estressava. E olha que era apenas em português mesmo. Fazer em inglês é ainda mais complicado. Vou passar boas horas preso a essa pequena tortura, mas tudo bem.

Já amanhã terei que sair de casa mais cedo para tentar achar o restante das coisas que preciso antes de viajar. Quero comprar algumas coisas extras, quero achar um sobretudo também. Nunca se sabe como vai ser a noite em Porto Alegre e em Gramado. Não posso correr o risco de congelar ou não ter que vestir durante as longas reuniões e passeios que o povo do sul está programando para mim.

Depois das compras, caso consiga comprar alguma coisa, tenho que ir para o curso. Isso vai ser bem emocionante. Emocionante não pela aula em si, mas sim pela a aventura que está sendo andar pelas ruas do Rio por causa das constantes explosões de bueiros por aí. Ontem foram quatro explosões no Centro e hoje houve uma, segundo O Globo, em Copacabana. Semana passada teve uma no Flamengo e na retrasada em Copacabana. Mês passado foi na Tijuca. É… andar pelo Rio está cada vez mais perigoso.

Enfim, daqui a pouco vou ao mercado comprar pão de queijo. Me deu uma vontade louca de comer pão de queijo enquanto tento fazer meus trabalhos e as lições do curso. Só não vou fazer o que costumava fazer antigamente por estar meio frio hoje. Em vez de pão de queijo com caipirinha vou pensar numa solução extra, como pão de queijo e chocolate quente. Acho que é uma boa para hoje.